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Câncer de colon rectal em crianças

Atualizado: 3 de abr. de 2023

O carcinoma colorretal é uma das doenças mais comuns em adultos com mais de 50 anos. No entanto, o câncer de cólon também pode afetar crianças, embora com menos frequência. Nelas, o tumor é mais agressivo e apresenta um prognóstico pior.

O tumor em questão surge devido a um crescimento anormal e descontrolado das células do epitélio intestinal. Essas células anormais são capazes de se espalhar pelo sangue ou sistema linfático, de modo que podem afetar outros órgãos em estágios mais avançados da doença. Nesse sentido, o diagnóstico precoce é de vital importância para melhorar o prognóstico.



Frequência do câncer de cólon em crianças


Esse tipo de câncer  em crianças pode afetar silenciosamente o desempenho diário delas. De fato, os sintomas são tão sutis que tornam difícil o diagnóstico.

O câncer de cólon é o terceiro tumor mais frequente em adultos, representando uma importante causa de mortalidade em homens com mais de 45 anos. No entanto, vários estudos afirmam que essa é uma patologia muito rara em idades pediátricas.

A baixa incidência do câncer de cólon em crianças pode ser devido ao fato de que causa principal para que eles ocorram é a malignização de um pólipo intestinal existente. Geralmente são necessários  cerca de 10 anos para que isso aconteça, por isso o câncer costuma aparecer na segunda década de vida, ou seja, após os 10 anos de idade.

O comportamento do tumor em crianças também é diferente em relação aos adultos. Nesse sentido, o tumor do tipo mucinoso é encontrado com mais frequência. Sua extensão geralmente engloba todo o cólon, sendo mais agressivo e com uma maior probabilidade de metástase.



Sintomas


As manifestações clínicas sofridas pelas crianças não são muito diferentes das relatadas pelos adultos. Nesse sentido, entre os principais sintomas do câncer de cólon em crianças estão o sangramento retal e períodos alternados de diarreia e prisão de ventre.

Um estudo em pequena escala conduzido em Israel demonstrou que o sintoma mais comum é o sangramento retal, que pode ser de intensidade variável. Outros sintomas muito comuns em crianças com esse tumor são dor e distensão abdominal. Também é possível notar a presença de qualquer uma das seguintes manifestações clínicas:

• Massa palpável no abdome.

• Vômito e náusea.

• Perda de peso inexplicável.

• Diminuição do apetite.

• Sintomas de anemia.

É importante observar que esses sintomas são muito inespecíficos e podem ser causados por várias doenças gastrointestinais benignas. Nesse sentido, os pais devem manter a calma diante desses sinais, já que eles não estão necessariamente relacionados a um câncer de cólon.





Causas do câncer de cólon em crianças

Esse tipo de câncer pode ter várias causas em adultos, a maioria delas associada ao estilo de vida e aos maus hábitos. No entanto, o câncer de cólon em crianças está associado a diversas doenças hereditárias. Elas geralmente aparecem como resultado de alterações cromossômicas, e aumentam a probabilidade de que seja desenvolvida uma neoplasia maligna.

Uma das patologias mais relacionadas a esse carcinoma é a polipose adenomatosa familiar. Ela é produzida por uma mutação no cromossomo 5 e provoca o aparecimento de múltiplos pólipos ou tumores em todo o cólon, que tendem a se tornar malignos. Outras patologias hereditárias associadas à doença são as seguintes:

·       Polipose juvenil.

·       Doença de Peutz-Jeghers.

·       Oligopolipose.

·       Síndrome de Cowden.

·       Neurofibromatose tipo 1.

É importante ressaltar que todas essas alterações apresentam uma baixa incidência. Além disso, o câncer associado a elas pode surgir inclusive após os 20 anos de idade. Por sua vez, o aparecimento de pólipos intestinais em crianças que não manifestam essas patologias não aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de cólon.


Diagnóstico

Infelizmente o diagnóstico do câncer de cólon em idades pediátricas é difícil e costuma ocorrer quando a doença está em estágios avançados. Isso acontece porque um tumor geralmente não é considerado ao estabelecer os possíveis diagnósticos para sintomas como sangramento retal, diarreia e dor abdominal, devido à sua baixa incidência.

Os métodos de diagnóstico disponíveis são iguais aos usados em adultos. Nesse sentido, o médico deve fazer uma entrevista e um exame físico minucioso. Durante essa entrevista os sintomas serão analisados, assim como o histórico pessoal. O exame físico é útil para verificar a presença de sinais que possam sugerir a existência de outra patologia.

O médico especialista indicará uma colonoscopia se suspeitar da presença dessa patologia. Este exame de imagem permitirá a observação de todo o cólon e reto, e a busca por lesões que indiquem malignidade. A colonoscopia também permitirá a coleta de uma amostra da lesão para biópsia, auxiliando na obtenção de um diagnóstico definitivo.

Por sua vez, também pode ser necessário realizar alguns exames complementares, como analisar a presença de sangue oculto nas fezes ou realizar um enema de bário. Estudos de imagem como raios-X e tomografia computadorizada permitem que o corpo seja analisado em busca de focos metastáticos.


Tratamento do câncer de cólon em crianças

As opções terapêuticas disponíveis podem variar dependendo do estágio da doença. O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos estabelece que existem 4 técnicas padrão para o tratamento do câncer de cólon em crianças, que são cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.

Os procedimentos cirúrgicos são a principal opção para o tratamento do câncer de cólon em estágios iniciais. Eles buscam a remoção total da lesão e representam a cura definitiva da doença na maioria dos casos.

Por outro lado, a radioterapia e a quimioterapia podem ser utilizadas para reduzir o tumor antes de uma operação. Elas também podem ser úteis para eliminar células cancerígenas após a cirurgia ou, em casos mais avançados da doença, para tratar a metástase.

Tanto a radioterapia quanto a quimioterapia são técnicas eficazes que permitem a eliminação das células cancerígenas do corpo, mas utilizando mecanismos diferentes. A radioterapia emprega o uso de raios-X locais ou sistêmicos, enquanto a quimioterapia usa certos medicamentos com propriedades específicas.

Por último, a imunoterapia faz uso do próprio sistema imunológico para eliminar as células malignas do organismo. Ela emprega substâncias sintetizadas no corpo ou em laboratório para atingir as células especializadas e atacar o câncer. Todos esses tratamentos apresentam riscos; de fato, a radioterapia aumenta a probabilidade de que o paciente desenvolva outros tipos de câncer em algum momento da vida.

Felizmente existem vários tratamentos disponíveis para combater este tumor maligno, que são eficazes e podem representar a cura total. Nesse sentido, é importante consultar um médico em caso de qualquer dúvida, pois ele está apto a oferecer as melhores soluções.


 
 
 

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